Friday, December 18, 2009

Um bom ato muda tudo

UM BOM ATO MUDA TUDO - PARASHÁ VAIERÁ 5770 (06 de novembro de 2009)

“Quando o Sr. Schainberger foi morar em Israel, ele ainda era um jovem rapaz religioso que queria tentar construir sua vida na terra sagrada do povo judeu. Era um período conturbado, de muitas guerras com os inimigos árabes, e mesmo que ele já havia passado da idade de servir o exército, teve que servir por um tempo em uma unidade especial. Por alguns meses ele foi escalado como guarda noturno de uma cidade que fazia fronteira com os árabes. Revezava o trabalho de vigilância com outros jovens rapazes que também tinham ido morar em Israel.

Quando a festa de Pessach começou a se aproximar, todos os soldados começaram a se preocupar. Apenas o jovem Schainberger era religioso, mas todos queriam fazer o Seder de Pessach com suas famílias. Um dos turnos ia das 8 da noite até as 3 da manhã, e o próximo turno era das 3 da manhã em diante. Quem pegasse o primeiro turno ficaria sem o Seder de Pessach. Como ninguém se voluntariou para trabalhar naquele horário, os oficiais decidiram que iriam fazer um sorteio.

Durante vários dias o jovem Schainberger rezou muito para que ele não fosse sorteado naquele turno. Chegou o decisivo dia e, para o seu alívio, ele foi sorteado para o segundo turno. Ele ficou muito feliz, mas quando olhou o rosto do soldado que havia sido sorteado para o primeiro turno, viu que ele estava arrasado. O jovem Schainberger começou a refletir e chegou à conclusão de que mesmo se ele chegasse em casa às 3 da manhã, faria de qualquer maneira o Seder de Pessach de acordo com a lei judaica, mas aquele outro soldado, que não era religioso, certamente iria direto para a cama sem cumprir a Mitzvá. Então, sem pensar duas vezes, ofereceu trocar o turno com o outro soldado, que aceitou com grande alegria. O jovem Schainberger percebeu uma lágrima escorrendo nos olhos daquele jovem soldado.

Mais de 20 anos se passaram e o Sr. Schainberger já era um arquiteto que buscava divulgar seu nome pelo país. A situação não estava fácil, ele não tinha muitos clientes e precisava de um empurrão na sua carreira. Foi então que ele escutou que o governo de Israel estava pretendendo reformar a área em volta do Muro das Lamentações e havia lançado um concurso para escolher o arquiteto que faria o projeto. O Sr. Schainberger entendeu que aquele poderia ser o empurrão que ele tanto procurava e foi imediatamente se inscrever. Esforçou-se muito, conseguiu fazer um belo projeto e foi sendo aprovado durante todas as fases eliminatórias. No final, ficou apenas o Sr. Schainberger e outro arquiteto. Uma comissão faria o julgamento de qual seria a proposta vencedora.

Quando chegou o dia da decisão, o Sr. Schainberger estava muito nervoso. O futuro dele dependia do seu sucesso naquele dia. Cada membro da comissão expunha sua opinião e dava seu voto. A votação seguia empatada, até que chegou a vez do último jurado da comissão votar. Uma pesada tensão estava no ar. Olhando bem os dois trabalhos, ele decidiu dar a vitória ao Sr. Schainberger, que comemorou muito com seus amigos e familiares. Quando os ânimos se acalmaram, o último jurado chamou o Sr. Schainberger de lado e falou:

- Você se lembra que certa vez você trocou de lugar com um soldado, para dar-lhe a oportunidade de fazer o Seder de Pessach?

O Sr. Schainberger ficou branco. Quem poderia saber disso? Nem ele mesmo se lembrava direito daquela história, já havia passado tanto anos! Então o homem sorriu para ele e disse:

- Eu sou aquele soldado. Por muitos anos eu guardei uma dívida de gratidão por você. Hoje eu paguei a bondade que você me fez há tantos anos” (História Real)

Ensinam os nossos sábios que um dos pilares do mundo é o Chessed (bondade) que fazemos com o próximo. E não sabemos onde podem recair os méritos espirituais de cada ato de bondade que fazemos.
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No final da Parashá passada, D'us comandou para Avraham Avinu a Mitzvá de fazer um pacto com Ele, o Brit-Milá. Avraham escutou a ordem de D'us e fez em si mesmo o Brit-Milá com a idade de 99 anos. E a Parashá desta semana, Vaierá, começa justamente no terceiro dia depois do Brit-Milá, o dia em que a pessoa está mais debilitada e dolorida. Avraham, apesar das dores que estava sentindo, sentou-se na porta de sua casa para que nenhum viajante passasse sem ser notado. D’us, vendo o sofrimento de Avraham por não receber visitantes em casa, mandou 3 anjos disfarçados de beduínos. Imediatamente Avraham correu para acolhê-los e alimentá-los.

Se prestarmos atenção nos versículos iniciais da Parashá, percebemos uma pequena contradição. No momento em que os anjos chegam, assim diz o versículo: “E (Avraham) levantou seus olhos e viu, e eis que 3 pessoas estavam parados sobre ele” (Bereshit 18:2). Alguns versículos depois está escrito “... e colocou (a comida) diante deles, e ele (Avraham) estava parado sobre eles sob a árvore, e eles comeram” (Bereshit 18:8). Por que no começo está escrito que os anjos estavam sobre Avraham, mas no final está escrito que Avraham estava sobre os anjos?

Às vezes, ao elogiar uma pessoa, cometemos um erro sem perceber. Quando vemos alguém fazendo uma boa ação, dizemos “Ele é um anjo”. Mas aprendemos da nossa Parashá que dizer que somos anjos é limitar o nosso potencial, pois podemos ser ainda mais elevados espiritualmente do que os anjos. Quando Avraham recebeu os anjos em sua tenda, a Torá descreve que eles estavam sobre Avraham, isto é, em um nível mais elevado do que ele. Mas depois que Avraham fez Chessed, se esforçando para receber convidados e cuidar deles, a Torá diz que Avraham estava sobre eles, isto é, chegou a um nível mais elevado do que os anjos. Mas como é possível um ser humano, uma criatura de carne e osso, se tornar mais elevada do que um anjo, uma criatura espiritual criada para cumprir a vontade do Criador?

Existe uma grande diferença entre os anjos e os seres humanos. Os anjos têm um elevado nível espiritual, mas eles não fazem o bem porque escolheram, eles não têm livre escolha. Eles já foram criados neste nível elevado, e não têm nenhum mérito por isso. Já o ser humano tem livre escolha, e precisa se esforçar para fazer o que é correto e bom, e com isso ele se eleva em um nível ainda maior do que os anjos. Para fazermos o bem é necessário vencer nossa má inclinação, e por isso cada bondade que fazemos equivale a um grande mérito.

Como Avraham conseguiu, com seu ato de “Achnassat Orchim” (receber convidados), se elevar mais do que os anjos? O Avraham não fez apenas Chessed, ele teve Achavat Chessed (amor pelo Chessed). Ele estava doente e, portanto, isento da Mitzvá. Mais do que isso, D’us fez o dia ficar mais quente para que nenhum viajante passasse e Avraham pudesse descansar. Ele poderia ter ficado deitado na cama, poderia pensar “Hoje estou passando mal, os outros que cuidem dos viajantes do deserto”. Mas Avraham não pensou assim, ele não conseguia ficar deitado sabendo que alguém no deserto poderia estar precisando de um prato de comida, de um copo d'água ou de uma sombra para descansar. A dor do Brit-Milá era grande, mas a dor de não fazer Chessed era ainda maior.

Existem vários níveis de Chessed. Podemos dar alguns trocados diretamente na mão de um pobre. Podemos doar de forma que o pobre não saiba que fomos nós que doamos, para que ele não se envergonhe. Melhor ainda se nós também não soubermos para quem estamos doando, assim não cobramos nenhum agradecimento do pobre. Mas qual é o maior nível de Chessed que podemos fazer a outro ser humano? Uma dica está na continuação da Parashá. A Torá descreve o nascimento de Ytzchak, filho de Avraham. Aos dois anos ele foi desmamado, como está escrito “A criança cresceu e foi desmamada. Avraham fez uma grande festa no dia em que Ytzchak foi desmamado” (Bereshit 21:8). A palavra “desmamar”, em Lashon Hakodesh (língua sagrada na qual a Torá foi escrita) é “Lehigamel”, que tem a mesma raiz das palavras “Gamal” (camelo) e “Gmilut Chassadim” (fazer bondades). Explicam nossos sábios que palavras que contém a mesma raiz, mesmo que tenham significados completamente diferentes, estão de alguma maneira conectadas entre si. Qual a conexão entre desmamar, fazer bondades e o camelo?

Quando Adam Harishon deu o nome aos animais, ele incluiu no nome a essência de cada um deles. Qual a essência do camelo? Damos para ele uma grande quantidade de água antes de começar uma viagem para que ele aguente a viagem toda sem precisar tomar mais água. A mesma idéia encontramos quando se desmama uma criança, isto é, damos para ela leite materno o tempo suficiente para que ela possa se tornar uma criança forte e possa começar a se alimentar de outras coisas. Portanto a essência da raiz “Gamel” é ajudar ao outro de forma que ele não necessite mais de nossa ajuda. Daqui entendemos que a verdadeira bondade (Gmilut Chassadim) que podemos fazer a outro ser humano é dar para ele a oportunidade de conseguir seu sustento sozinho, de maneira honrosa, sem precisa voltar para pedir esmola novamente. Isto significa que o maior nível de Chessed que podemos fazer com alguém faminto não é dar-lhe um peixe, e sim dar-lhe uma vara, um anzol e ensiná-lo a pescar. Pois para o ser humano é algo muito humilhante ter que pedir esmola, e a melhor ajuda é dar uma oportunidade para que ele possa trabalhar e conquistar seu próprio sustento.

E da maneira que nos comportamos com os outros, D’us se comporta conosco, como ensinam os nossos sábios “Aquele que faz bondades recebe bondades”. Portanto, se queremos que D’us escute as nossas rezas e nos ajude, antes de tudo precisamos escutar as pessoas necessitadas e ajudá-las.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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Forum Gêral de Judeus.Net -> KADDISH
por dámaris tavares - Sunday, 30 August 2009, 23:33
B\"H

Kaddish!

A oração de Santificação é parte vital e integral das rezas diárias judaicas. Estrategicamente posicionado em certos estágios da reza, o Kaddish funciona como uma ponte de diferentes formas.

Genericamente falando, existem dois tipos de Kaddish: (a) o Kaddish Rabínico. que é recitado depois do estudo da Torá ou discursos homiléticos; e (b) o Kaddish dos Enlutados, que é recitado pelos enlutados e está associado à ascensão da alma.

Ambas as formas de Kaddish são invocadas universalmente. O Kaddish Rabínico é recitado não somente após profundos estudos, discussões ou julgamentos haláchicos eruditos, mas também depois do estudo ou discussão de pregações e estórias da Torá pela maioria de Judeus, para quem o estudo da porção diária do Talmud possa ser muito difícil.

Da mesma forma, o Kaddish dos Enlutados é recitado pelos descendentes de todos os Judeus, não somente dos grandes e justos. Mesmo para alguém que era ignorante e pecador, deve-se mostrar honra e respeito recitando-se o Kaddish em sua memória. Além disso, todo enlutado deve recitar o Kaddish (veja o Shulchan Aruch quanto às regras específicas), não importando qual seja sua situação pessoal.

Assim, o Kaddish evoca a idéia de que todos os Judeus são especiais, pois, ao dizermos “Yitgadal, exaltado...”, mesmo o Judeu comum tem um impacto em todo o Povo Judeu e acrescenta grandeza e santidade ao Santo, Abençoado seja Ele.


O Kaddish Termina, A Alma Ascende

Esta faceta de nosso costume de concluir o Kaddish um mês inteiro antes do Yortzeit enfatiza nossa forte fé na eficácia de nossa ação positiva de ajudar à alma a atingir seu lugar no paraíso o mais cedo possível.

Além do costume descrito acima, existem outros costumes que prescrevem que o Kaddish seja concluído somente uma semana ou um dia antes do final do ano de luto. Esta prática minimiza os bons efeitos do costume. Já que a Torá é a Torá da bondade, ela logicamente prescreveria a precoce declaração de bons méritos para que a alma do falecido possa se elevar ao seu lugar no paraíso no menor tempo possível – um mês inteiro antes do Yortzeit.

Tudo isto levanta uma outra questão: Por quê nós dizemos o Kaddish no dia do Yortzeit ao final dos 12 meses de luto? Não será paradoxal? Tendo concluído a recitação do Kaddish ao final dos 11 meses (pelos motivos positivos explicados antes), por quê recitar o Kaddish novamente no Yortzeit?

Poderia-se sugerir que o Kaddish ao final dos 12 meses é semelhante ao Kaddish recitado a cada ano no Yortzeit. O objetivo do Kaddish anual é o de provocar a ascensão da alma de nível em nível e não está conectado ao assunto de julgamento.

A verdade é que mesmo que o primeiro Yortzeit tenha semelhanças aos futuros Yortzeits, ele também tem uma conexão com o primeiro ano de luto: ele representa o período final do primeiro ano de luto e, como tal, está relacionado ao próprio período de luto. Conseqüentemente, ele pode ser um Yortzeit, mas também é parte dos 12 meses. O que nos traz de volta à questão, por quê dizer Kaddish ao final dos 12 meses quando nós acabamos de interromper o Kaddish no final dos 11 meses?

Consideremos antes um outro aspecto.


O Kaddish é uma Escada

Há uma explicação paralela exposta nos ensinamentos esotéricos do Arizal sobre a função da reza do Kaddish na ordem das rezas diárias. O objetivo do Kaddish, de acordo com esta interpretação, é o de provocar uma elevação de mundo espiritual em mundo espiritual, de Asiyah para Beriyah para Yetzirah para Atzilut. Estes mundos são representados pelos quatro estágios da reza aludidos na alegoria da “escada sobre o chão e cujo topo alcança os céus” (Bereshit 28:2). Existem quatro degraus na escada e existem quatro pontos de ascensão na reza da manhã nos quais o Kaddish é recitado. Estes “degraus de Kaddish” permitem ao indivíduo se elevar ao mundo mais superior e, então, alcançar outros quatro degraus descendentes nos quais a revelação de cima pode ser trazida para baixo, para a realidade do mundo, novamente através da recitação do Kaddish. (Há um total de dezesseis recitações de Kaddish durante as três rezas diárias e elas formam a estrutura deste processo de subida e descida).

Quando estudamos o significado do texto da Kabbalah, vemos que, de fato, estamos falando de subidas muito elevadas.:

Yitgadal – exaltado e santificado seja Seu grande Nome.

Em essência, estamos provocando um aumento aparente na grandeza e santidade do Senhor, bendito seja Ele. Pois nós pronunciamos: “Possa Seu grande Nome ser abençoado...”. Nós somos capazes de produzir bênçãos ainda maiores até mesmo no Nome de D\'us.

Nós podemos agora perceber como a recitação do Kaddish pela alma que se foi de um justo irá causar uma elevação para a alma, para subir de um nível elevado a níveis ainda mais elevados no Jardim do Éden (“paraíso”).

Maiores explicações são necessárias neste ponto.

A simples observação nos diz que há um texto para o Kaddish. Nós dizemos o mesmo Kaddish por um Tzaddik, com a intenção de ajudar a elevar sua alma ao mais alto nível do Jardim do Éden, e nós recitamos exatamente o mesmo Kaddish para os nossos entes queridos que se foram e que talvez não fossem tão justos em suas vidas. Nós até usamos o mesmo texto quando recitamos o Kaddish para uma pessoa que precisaria que o Kaddish fosse dito por todos os doze meses!


O Kaddish Traz Salvação

É uma manifestação da infinita misericórdia de D\'us, Abençoado seja Ele, que Ele determine o caminho da salvação de forma a depender da recitação do Kaddish pelos enlutados. “Yitgadal – exaltado e santificado seja Seu grande Nome”. É esta reza que causa a mais elevada ascensão na alma.

É interessante notar que existem outras áreas nas quais a associação do mundano com o sublime acrescenta força ao sublime. Filosoficamente, esta simbiose encontra sua fonte na Torá e mitzvot e está incluída na ordem de enobrecimento dos mundos. O Todo-Poderoso, o Próprio D\'us, usa este padrão:

Pois assim disse o Elevado e Exaltado, que habita até a eternidade, e Seu Nome é Sagrado: “Entre os sublimes e os sagrados Eu habito, e com os oprimidos e humildes em espírito, para reviver o espírito do humilde e para reviver o coração do oprimido” (Yeshayahu 57:15).

Quem pode reviver “o espírito do humilde?” Somente o “Elevado e Exaltado” que habita “entre os sublimes e sagrados”. O mesmo princípio se aplica no caso do Kaddish: para que se possa salvar a alma do Judeu modesto (o espírito do humilde), o Kaddish deve ser invocado: “Exaltado e santificado seja Seu grande Nome!”.


Primeiro Yohrtzeit – A Ascensão Revelada

Nós agora podemos examinar a fundo a lógica de se dizer o Kaddish mais uma vez no encerramento dos 12 meses. A recitação do Kaddish durante 11 meses foi feita com o propósito de ajudar à alma se elevar de nível em nível. Em continuação a estas subidas, dizemos Kaddish novamente após os 12 meses, pois é chegado o momento não do salvamento da alma do julgamento, mas o momento quando a salvação e a ascensão pré-arranjadas serão reveladas. (Enquanto que, ao final dos 11 meses, nós encontra mos somente o tema da salvação).

Apesar dos costumes e práticas do Yortzeit aos 12 meses estarem geralmente associados às questões do luto, apesar disso, a ascensão provocada pelo Kaddish recitado ao final dos 12 meses é uma substancial subida e é muito mais elevada do que meramente ser salvo do julgamento, em cujo caso os aspectos negativos são removidos, permitindo à alma escalar de nível em nível no Jardim do Éden e se deleitar na glória da Shechinah.

Nós, agora, enfrentamentos um outro paradoxo. Explicamos que o Kaddish produz uma ascensão para o falecido e minimiza o julgamento; nós, portanto, encerramos a recitação do Kaddish para uma pessoa comum após os 11 meses em respeito à alma que partiu. Agora não está claro por quê encerramos a recitação do Kaddish para um Tzaddik após onze meses.

No caso do Tzaddik, o objetivo do Kaddish é somente positivo. Então, por quê parar?

A resposta é que, até mesmo para um homem ou mulher justos, um novo estágio de escalada se inicia após os onze meses que é incomparavelmente superior ao que era antes. A elevação nos mundos do Jardim do Éden alcançáveis pelo Tzaddik após onze meses é semelhante ao salto-quântico da pessoa comum após onze meses. Porque o salto vivenciado pela alma do Tzaddik naquele momento é tão grande, é incompreensível dizer Kaddish, pois mesmo as palavras elevadas do Kaddish são relativamente fracas e não podem alcançar a energia suprema da ascensão naquele momento. Entretanto, quando o 12º mês é alcançado, a pessoa que diz Kaddish está em um novo e mais elevado nível e, agora, as palavras do Kaddish podem, novamente, ajudar a causar a elevação da alma.


E Sobre o Jejum no Yortzeit?
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Forum Gêral de Judeus.Net -> ROSH HASHANÁ
por dámaris tavares - Thursday, 27 August 2009, 12:33
B"H




Rosh HaShaná



O Significado de Rosh HaShaná



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O primeiro dia de Rosh HaShaná é o aniversário do dia em que Adão e Eva foram criados. Naquele dia, eles também pecaram ao comer o fruto da Árvore da Sabedoria do Bem e do Mal. E neste dia, D'us os julgou.



Atualmente, a cada ano, neste dia, todas as pessoas são julgadas. A decisão é feita a respeito de que tipo de ano cada um de nós terá, baseado não somente em nossas ações, mas também em nossas intenções, em nossa resolução de fazermos melhor e em nosso arrependimento.



Não pode haver um rei sem um povo. D'us criou os humanos pois Ele desejava ter criaturas para as quais dedicar sua bondade. Mas D'us não queria criaturas cujo único propósito era servir e sugar sua bondade. O bem é muito mais apreciado quando é recebido por merecimento. Então D'us nos criou, pessoas com livre arbítrio, que podem escolher o bem, e trabalhar por isso.



O maior bem que uma pessoa pode ter é um relacionamento verdadeiro com D'us. Neste mundo, esta relação significa trabalhar ao máximo para o bem. No Mundo Vindouro (Olam Habá), a relação será receber o máximo bem, não como um presente, mas como um prêmio conquistado.



Então, quando Adão e Eva foram criados, o propósito da Criação foi concretizado. A primeira parte pelo menos: neste mundo, onde o trabalho pelo bem acontece. Não vem ao caso a história de terem comido o fruto proibido, pois isto é assunto para outro texto.



Sendo este o início da história do mundo, D'us se tornou Rei neste dia. Então, o mote de Rosh HaShaná é o Reinado de D'us.



Esta é umas das orações que dizemos em Rosh HaShaná e Iom Kipur:



Deixe nos relatar o poder da santidade deste dia, pois este é grandioso e assustador. Nele, Seu Reinado será exaltado em nossa orações, Seu trono será reafirmado com bondade, e o Senhor sentará no trono da bondade com a verdade.



É verdade que o Senhor sozinho é quem julga, prova, conhece e presta testemunho, é Aquele que escreve e sela, conta e calcula, Aquele que lembra tudo que foi esquecido. O Senhor abrirá o Livro das Crônicas - e ele se lerá - e não haverá dúvida sobre sua veracidade.






O grande shofar será soado (no Céu), ainda mas um som leve e lento será ouvido. Anjosse apressarão, temor e terror os cercarão, e eles dirão: "Esteja atento, é o Dia do Julgamento, esta nos dizendo para juntar-nos ao Guardião Celestial para o julgamento!" Pois se as pessoas da Terra forem consideradas culpadas, e esta Terra for destruída, nem mesmo os anjos serão poupados.



Toda a humanidade passará perante Ti individualmente, como membros do rebanho.



Como um pastor cuidando de seu rebanho, fazendo suas ovelhas passarem sobre seu bastão, assim o Senho fará passar, contar, calcular e considerar a alma dos vivos, e o Senhor proporcionará as necessidades de Suas criaturas e escreverá seus vereditos.



Em Rosh HaShaná são inscritos, e Iom Kipur selados: quantos deixarão a Terra, e quantos serão criados; quem viverá e quem morrerá; quem morrerá em sua hora predestinada, e quem morrerá antes da hora; quem por água e quem por fogo; quem pela besta, quem pela fome, quem pela sede, quem pela tempestade, quem pelas pragas, quem por estrangulação e quem por apedrejamento. Quem irá descansar e quem irá perambular, quem viverá em harmonia e quem não, quem desfrutará de tranquilidade, e quem sofrerá, quem empobrecerá e quem será feito rico, quem será degradado, e quem será exaltado.



Mas o arrependimento, a oração e a caridade podem remover qualquer decreto do mal.



Pois Seu nome representa misericórdia, e é assim que o Senhor será louvado: difícil de se enervar, e fácil de se apaziguar, pois o Senhor não deseja a morte mesmo de alguém que a mereça, o Senhor quer que ele se arrependa e viva. Até o dia de sua morte o Senhor o esperará; se ele se arrepender, o Senhor o aceitará imediatamente.



É verdade que o Senhor é o Criador, e o Senhor sabe a inclinação das pessoas. Pois somos carne e sangue. A origem do homem é o pó, e seu destino é retornar ao pó. Sua vida é gasta para que ganhe seu pão. Ele é como um ramo quebrado, grama que murcha, uma flor que desbota, uma sombra que passa, uma nuvem que se dissipa, um vento que sopra e declina, pó que voa e um sonho que desaparece.



Mas o Senhor é o Rei, o D'us vivo e eterno!



Não há alcance fixo para Seus anos, e não há nenhum final ao comprimento de Seus dias. É impossível calcular a carruagem angelical de Sua glória, ou esclarecer o poder do Seu nome. Seu nome é digno do Senhor, e o Senhor é digno de Seu nome, e o Senhor incluiu Seu nome em nosso nome.



Agir pelo poder de seu Nome, e mostrar a santidade de Seu Nome através desses que declaram a santidade de Seu Nome, pela glória de Seu Nome honrado e reverenciado, de acordo com o conselho dos Serafim (anjos sagrados), que declaram Seu Nome sagrado nos lugares mais sagrado. Assim faça esses com que esses que moram nas alturas e declaram Seu nome sagrado junto com esses que moram embaixo.



Talvez isto possa dar-lhe um gosto do sentimento e das emoções que nos tomam durante este período. A admiração e temor a D'us, e o conhecimento de que se nos arrependemos, D'us nos concederá uma vida melhor. Porque D'us quer que nos arrependamos.

Fonte : Enviado pelo chaver (ubiratan_rufino@yahoo.com.br

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Alef-Bet: El significado místico de las letras hebreas, por Gal Einai (presentación)

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01 - Alef
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

ALEF
La Paradoja: Di-s y Hombre

La alef está formada por dos iud, una en la parte superior derecha, y la otra en la inferior izquierda, unidas por una vav en diagonal. Esto representa las aguas superiores e inferiores con el firmamento entre ellos, como fue enseñado por el Arí z"l ("rabi Itzjak Luria, de bendita memoria", quien recibió y reveló nuevos conocimientos de la antigua sabiduría cabalística).

El agua, es mencionada por primera vez en la Torá, en el relato del primer día de la Creación: "Y el espíritu de Di-s merodea por sobre la superficie de las aguas". En ese momento, las aguas superiores e inferiores eran indistinguibles; su estado es llamado como "agua en el agua". En el segundo día de la Creación, Di-s separó las dos aguas "extendiendo" el firmamento entre ellas.

En el servicio del alma, como enseña el jasidismo, el agua superior es agua de alegría, la experiencia de estar cercano a Di-s, mientras que el agua inferior es agua de amargura, la experiencia de estar lejano de Di-s.

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Palabra(s) clave: Alef

02 - Beit
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

BEIT
Propósito: Una morada aquí abajo para Di-s

La letra bet, primera de la palabra "casa", se refiere a la casa de Di-s: "Mi casa será llamada Casa de Oración para todos los pueblos". Consta en el Midrash que la Motivación Divina para la Creación, fue que el Santo, Bendito Sea, deseó tener una morada en la realidad inferior. El cumplimiento de este deseo, comienza con la creación del hombre, un alma Divina investida en un cuerpo físico, y prosigue con la multiplicación del hombre, la "conquista" completa del mundo para convertirlo en el reino de Di-s.

La Torá empieza la descripción detallada del Tabernáculo y sus utensillos, con la declaración de su propósito final: "Y me construirán un Templo y moraré en ellos". No dice "en él", explican los sabios, sino "en ellos", en cada uno y uno de los judíos. "Morar en ellos" es en esencia la revelación de Divinidad en el pueblo de Israel, siempre presente, pero a veces "ensombrecida", como en el tiempo del exilio y la destrucción del Templo. La santidad innata del pueblo de Israel, causa que la Tierra Santa se expanda y eventualmente abarque toda la tierra (la realidad inferior), como está dicho: "la tierra de Israel, se extenderá a todas las tierras del mundo".

Bet (bet-iud-tav) equivale numéricamente a la palabra "taavá", que significa "deseo" o "pasión" (412).


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Palabra(s) clave: Bet,Beit


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10 - Iud
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

IUD
El Punto Infinito

La letra iud, un pequeño punto suspendido, revela la chispa de bondad esencial escondida en la letra tet. A continuación del tzimtzum inicial (la contracción de la Infinita Luz de Di-s para hacer "lugar" a la Creación), quedó dentro del espacio vacío un punto potencial e individual o "impresión". El secreto de este punto es el poder del Infinito de contener el fenómeno finito dentro del Si Mismo, y expresarlo en la realidad externa aparente. Una manifestación finita comienza de un punto de dimensión cero, luego se desarrolla en una línea unidimensional y una superficie bidimensional. Esto está insinuado en la escritura completa de la letra iud (iud-vav-dalet): "punto" (iud), "línea" (vav), "superficie" (dalet). Estas tres etapas corresponden en cabalá a: "punto (necudá), "espectro" (sefirá), "figura" (partzuf). El punto inicial, el poder esencial de la letra iud, es el "pequeño que contiene mucho". "Mucho" se refiere al simple Infinito de Di-s, escondido dentro del punto inicial de revelación, que se refleja como el potencial Infinito que tiene el punto, de desarrollarse y expresarse en todo el múltiple fenómeno finito de tiempo y espacio.

Antes del tzimtzum, el poder de limitación estaba oculto, latente dentro de la Infinita Esencia de Di-s. A continuación del tzimtzum, se reveló este poder de limitación, y paradógicamente la Esencia Infinita de Di-s, que originalmente "encubría" el poder de limitación, se volvió ahora El mismo oculto (no de verdad, sino desde nuestra limitada perspectiva humana) dentro del punto de la luz contraída.

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Palabra(s) clave: iud,iod

11 - Caf
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

Caf

El Poder de Realizar el Potencial

Las dos letras de la escritura completa de la palabra caf, son las iniciales de dos palabras hebreas: coaj ("potencial") y poel ("real"). Así la caf alude al poder latente dentro del reino espiritual, el potencial de manifestarse completamente en la esfera física de lo real. Di-s debe crear el mundo continuamente; de lo contrario, la Creación dejaría de existir instantáneamente. Su potencial, es entonces actualizado a cada momento. Este concepto se conoce como "el poder de revelar el eterno potencial dentro de la realidad". En el jasidismo se nos enseña que esta debe ser la primera percepción al despertar. De momento que el significado literal de la letra caf es "palma" - el lugar del cuerpo donde se lleva a la práctica el potencial - esta percepción es reflejada en la costumbre de poner una palma sobre la otra al despertar, al recitar la plegaria de Modé Aní: "Te agradezco, Rey viviente y eterno, porque devolviste con misericordia mi alma dentro de mi; Grande es Tu fidelidad".

El poner una palma en la otra, es un acto y signo de subyugación, similar al acto de inclinarse frente a un rey. Cuando uno se inclina, nulifica totalmente la conciencia en presencia del Rey, al poner una palma en la otra, uno entra en un estado de súplica y plegaria al Rey, con el fin de revelar una nueva voluntad en Su corona suprema (deseo) hacia Sus súbditos.

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Palabra(s) clave: Kaf,Caf

12 - Lamed
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

LAMED
Aspiración: Contemplación del Corazón

En las "Letras de Rabi Akiva", la escritura completa de la letra lamed (lamed-mem-dalet) es la sigla de la frase: "un corazón que entiende el conocimiento" (lev mevin daat). El valor numérico de esta frase, (608), equivale a "corazón" (32) veces "Eva" (19), es decir, "el corazón de Eva".

En su comentario de la historia del Jardín del Edén, el primer episodio del género humano, Rabi Avraham Ibn Ezra declara que Adán es el secreto del cerebro; Eva, el secreto del corazón; la serpiente, el secreto del hígado. En la cabalá y el jasidismo, estas correspondencias fundamentales son desarroladas y explicadas en profundidad.

Adán y Eva, hombre y mujer, son los prototipos espiritual de las fuerzas de dar y recibir. La unión marital y el dar del hombre a la mujer, se relaciona con el secreto del conocimiento, como está dicho: "Y Adán conoció a su esposa Eva". Por esta razón, son vistos a menudo como que representan al maestro y el alumno. El maestro contrae su intelecto en un punto (iud), para poder transmitir sus enseñánzas a su estudiante, mientras que el discípulo nulifica sus niveles previos de concepción, para ser un recipiente adecuado para las nuevas y maravillosas enseñanzas de su maestro.

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Palabra(s) clave: Lamed

13 - Mem
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

MEM
La Fuente de la Sabiduría

La mem, la letra del "agua" (maim), simboliza la fuente de la Sabiduría Divina de la Torá. Así como las aguas de una fuente material, (manantial), ascienden desde su desconocido origen subterráneo, (el secreto del abismo en el relato de la Creación) para revelarse sobre la tierra, también la fuente de la sabiduría expresa el poder de fluir desde su origen supraconciente. En la terminología de la cabalá, este flujo es desde keter ("corona") hacia jojmá ("sabiduría"). Esta corriente es simbolizada en Proverbios como "la corriente que fluye, la fuente de la sabiduría".

En particular, se nos enseñó que hay trece canales de flujo, desde su origen supraconciente hasta el comienzo de la conciencia. Estos canales corresponden a los Trece Atributos de Misericordia revelados en el Monte Sinaí, como también a los trece principios de exégesis (interpretación) de la Torá, la (supraracional) "lógica de la Torá.

La mem es la decimotercera letra del alef-bet. En la cabalá, se nos enseña que "trece mem", como si fuera, aparecen en el "aire primordial", el "espacio exterior" en el que la letra lamed se eleva. Cada atributo de misericordia es de hecho una contracción de una relativamente Infinita sabiduría, ubicada a nivel de la supraconciencia ("aguas que no tienen fin"), para canalizar y revelar un destello de sabiduría en la "pantalla" de la conciencia.

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Palabra(s) clave: Mem

14 - Nun
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

NUN
El Mashiaj: Heredero del Trono

En arameo, nun significa "pez". La mem, las aguas del mar, es el medio natural de la nun.Ella "nada" en la mem, cubierta por las aguas del "mundo oculto", allí las criaturas no tienen conciencia de si mismos. Al contrario del pez, los animales terrestres que están expuestos sobre la faz de la tierra, sí tienen autoconciencia.

Las almas de Israel se dividen en dos categorías generales, simbolizadas por los peces y los animales terrestres. Los dos prototipos de estas categorías son el leviatán y las behemot. En el presente, estas dos categorías de almas corresponden a las dos tendencias innatas y atractivos para el alma, para las dos dimensiones de la Torá, una oculta y secreta y la otra legal y revelada. En el futuro, los dos prototipos de leviatan y behemot se unirán en la batalla, cada uno "matando" el ego del otro, para luego unirse juntos en verdadera unión. La "carne" de ambos será luego servida en el banquete de los tzadikim en el Mundo por Venir. Las almas de los tzadikim "consumen" la misma raíz de conciencia de nuestro presente nivel de alma, para integrarla ("digerir") a un totalmente nuevo y más elevado nivel de conciencia.

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Palabra(s) clave: Nun

15 - Samej
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

SAMEJ
El Círculo infinito

La forma circular de la samej simboliza la fe fundamental reflejada en todos los niveles de la Torá y la realidad: "Su final está incertado en el comienzo, y el comienzo en su final". Esta comprensión y percepción de la unidad inherente entre comienzo y final, que al ser comprendida en profundidad implica ecuanimidad en todas las etapas del "ciclo infinito", es de hecho la manifestación de la Luz Trascendente de Di-s (sovev kol almin), que abarca por igual cada punto de la realidad.

Esta Luz Trascendental presente en todo momento, se denomina "El es la igualdad e iguala lo pequeño y lo grande". En nuestro servicio a Di-s, esto implica que en relación a los fenómenos del mundo, todas las cosas deben ser relacionadas y aceptadas en forma igual. Este es el atributo de ecuanimidad como fue enseñado por el Baal Shem Tov, en su interpretación del versículo: "Siempre puse [shiviti, de la raíz shavé, 'igual'] a Di-s delante de mi".

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Palabra(s) clave: Samej,Samaj

16 - Ain
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

AIN
Providencia Divina

"Ella [la tierra de Israel] es la tierra que Di-s tu Di-s pretende; los ojos de Di-s tu Di-s están siempre [mirando] en ella, desde el principio del año hasta el fin del año".

El ciclo anual, desde el principio al final ("el final incluido en el principio"), alude al "ciclo infinito", el secreto de la letra samej, como se explicó antes. La Providencia Divina, los "ojos" de Di-s controlando el ciclo, es el secreto de la letra siguiente ain, que significa "ojo". Aunque la revelación primordial de la Providencia sobrenatural es en la Tierra de Israel, se le ordena al judío en exilio crear algo de la santidad existente en cada uno, en cada una de las escalas de la diáspora, reconociendo las Providencia Divina donde quiera que esté.

Al entrar a la Tierra de Israel, la segunda ciudad a ser conquistada por Ioshúa fue Ai, que se escribe ain-iud, forma abreviada de la ain (ain-iud-nun, donde la nun cae) "el Ojo". Jericó, la primera ciudad a ser conquistada, viene de la palabra hebrea reaj, el sentido del olfato. En el jasidismo se enseñó que el origen de este sentido es en keter, la sensibilidad supraconciente que dirige la motivación del Deseo o Voluntad. La palabra hebrea para la "tierra", eretz, deriva de la palabra ratzón, "deseo", como enseñan nuestros sabios: "¿Porqué es llamada eretz? Porque desea hacer la Voluntad de su Creador".

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Palabra(s) clave: Ain

17 - Pei
(Última edición: Monday, 17 de October de 2005, 14:22)

PEI
Comunicación: La Torá Oral

La boca, la letra pei, sigue al ojo, la letra ain. Las cinco bondades y los cinco poderes de los ojos izquierdo y derecho referidos en la letra ain, son de hecho las manifestaciones duales de la sefirá de daat, - conocimiento -, como es enseñado en cabalá. Daat es el poder de unión y comunicación. La Providencia es el poder de daat como se revela a través de los ojos, mientras que el poder de daat como es revelado por la boca, el habla, es la forma más explícita de contacto y comunicación entre los individuos. Como está expresado en el versículo: "y Adam conoció a su esposa Eva", "conoció", el poder de daat, se relaciona con la unión física del marido y su esposa, por eso la forma idiomática "hablar" es usada por nuestros sabios al referirse a esa unión. Y así se nos enseña en el Zohar: "[el poder de] daat está oculto en la boca".

Daat como contacto a nivel de los ojos, es el secreto de la Torá escrita. Al leerla en el servicio de la sinagoga, el lector debe ver cada letra del Rollo de la Torá; algunas veces, se usa un "dedo de plata" para señalar y dirigir nuestra vista hacia cada palabra. El contacto a nivel de la boca es el secreto de la Torá Oral.

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Palabra(s) clave: Pei,Peh


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